quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sonho: Solidão


Entre uma existência e existir
Há uma diferença
Há um punir
Há uma crença

Entre os panos destes rolos
O mundo se esconde se corrói
As vezes, mas apenas às vezes
Nos vestimos para tolos
Seguimos para onde dói
Esperamos ilusões por meses

Às vezes o silêncio é uma resposta
Às vezes um grito desesperado
Às vezes o cansaço nos faz não ser entendidos
Por queremos apenas descansar as costas
Sorrindo e balbuciando algum ditado
De palavras conscientemente sem sentido

Às vezes...
É fácil
Às vezes...
Não...
Às...
De...
Sis...
Tir
...
Em vão

sábado, 10 de novembro de 2012

Sussurro subjetivo

Aqueles olhos se fecharam
Pela primeira vez foi rapidamente
Pela segunda ainda não me encararam
E finjo realmente estar contente
Olhando e olhando para o fundo daquele poço
Foi me dito uma vez que meus desejos seriam realizados
E então eu disse "farei o que posso"
Mas meus sonhos foram todos colonizados
Pela dor e pela verdade
Ja que a unica que realmente vence a vaidade

Já que de fato é impossível ser livre
Pois de fato não sabemos aproveitar
Eu já obscureci tudo que tive
já clareei toda uma nova realidade
Mas no fim é tudo questão de sonhar

Mas o fim foi chegando
A esperança definhando
E todas as pessoas se perguntaram
"Será que de fato eles sonharam?"

É complexo intervir neste muro
É complexo querer o impossível
É complexo não pensar no futuro
É complexo se mostrar suscetível

É tudo uma ciranda caleidoscópica
Em que me coloquei a dispor
Para ver uma realidade distópica
Antes de encontrar meu torpor

Me arrependo de muito
Sei até aonde posso ir
Sempre tenho um bom intuito
Meu rosto cansa-se de sugerir

"Assim como toda batalha tem seu desfecho como verdade
A pureza da alma não é movida à iniquidade
O mjundo é tão incerto
Mas ainda é belo e correto"

Por fim me despeço
Então não me esqueço
De um sonho de marfim
Por fim.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

The ashes of the deadlegion


Acordado com minhas asas quebradas
Observo o que sobrou da velha legião
Um exército de dois
Dois  guerreiros de espadas aliadas
Um amigo que fora chamado de irmão
Uma proteção de todos os sóis

Um dia fostes uma força para mim
Ó legião dos mortos ainda lembrada
Sombria força da luz enfim
Imortal, pois a morte se é intocada
Mas ainda invisível
Pois teu ideal não é plausível
Nela nasceu um anjo
Um anjo maligno, mas ainda honesto
Eu mesmo, ou não
Há muito por você não me manifesto
Mas habita em minha mente o porão

Se me confundo com o que sou e o que imagino
É por viver tão vivamente minha verdade
Mesmo sendo algo tão repentino
Vive eterno em minha vontade
Acredito mesmo que está próximo da mudança
Uma nova gota de esperança
Meu conselheiro mais fiel
A única coisa que não se tornou fel.

Observas ao meu lado
As poeiras negras da velha legião
Em tua face um sorriso corado
O único que se lembra de meu antigo irmão
De meu companheiro de comando
Da confidencia do coração negro honrado
Ó anjo maligno transforme-se e vamos conversar
Vamos voltar e pelo universo novamente velejar!


Mateus da Silva Sousa

terça-feira, 24 de julho de 2012

Parola. Word. Wort. Palavra

Se segue caminhante e sem ondas a sua volta
É porque nada se vem, nada se contorna
Sabem que tudo é motivo de avassaladora revolta
Mas ainda assim empoleiram-se em suas formas
Tento compreender seus modus operandi mas
se torna algo impossível de computar, pois dizem que
um cérebro imóvel é seu maior termo de completar
Mas ainda assim... Sonhe com suas palavras...
Elas o levarão ao ultimo enredamento da vida!
Mas cara... Esses são os segredos
Os segredos esquecidos dessa corrida
Sabe e vive em conta ao termo superior
Para apenas cair e se mostrar tão destruidor
É a vida que se esgueira por entre a porta
Mas ainda assim seu último desejo, seu ultimo lampejo

Óh! Tola criança hipócrita e dominada por suas vestes obscurecidas
Não vedes que és aquilo que bailara para ser em toda a sua vida?
Você teme que suas idéias sejam contorcidas
Mas ainda assim corre atrás dos erros dos campos da verdade contida
Pilha as terras e devasta os arados
Ama o sangue, colhe os errados
A justiça que procuras é a ilusão que semeia tão cegamente pelo mundo
Pois que seja... Morra frio como a terra
Seja mais um tolo fruto dessa sua própria guerra
Assim como o fora vívido na aurora de seus ineptos dias
Hoje é mais um, mais um no meio de toda essa sua correção 
Todos os seus sonhos são verdadeiros mas as ilusões também
E espere, seja mais um seja mais um ... Mais um


Assim como crias monstros, você é "vitae in veritas" 
Um dia será corrido por todos eles
Mas por hora seja perene como a chuva e tenha idéias certas
Um dia verá todas as cores em todas as peles


Alguns sonhos foram feitos para serem vividos
Outros apenas pra contemplados
E mesmo assim a realidade faz seus filhos comovidos
Morrerem com semblantes irritados

EVIL ANGEL

domingo, 24 de junho de 2012

GRITO

A mente de um andarilho é complexa de entender
Ele vaga como se quisesse conhecer 
O mundo que se vibra, ou a sua verdade que ilumina
Foi assim que o nômade nasceu
Foi assim que a verdade cresceu (ou se escondeu?)
Bela é a sereia do amanhã
E tola é a consciência da humanidade
Criação e criador se detestam
E o mundo vê que todos o molestam!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Membranas, gramas, avessas!

Figuras são amadas, às vezes superestimadas
Mas a inspeção sempre é a sua danação, pois seres tendem a errar
Aqueles que fraquejam se colocam na elevação
Aqueles que se importam, temem em pedir perdão
Métricas são tão tediosas, mas nos forçam a aprendê-las
E eu aprendi que  minha visão de felicidade envolve nos dois e as estrelas
E pra que despentear a própria mente, já que a honra não passa de hipocrisia
São as lágrimas gélidas e salgadas que me queimam, mas também são sua ambrosia

Sucessão de erros e acertos
Coletivos, individualismos, faltas de palavras, sabedoria da verdade
Quedas e olhares incertos
Sei que pedir não fará se apagar, sei que tudo parece feito por maldade

Toma Pierrot estas vestes que lhe guardara
Sorria Arlequim pois foi apenas tua peça que pregara
Havia uma chama que ardia, uma esperança real, uma fé inabalável
Mesmo dentro da criança que sofria, do limo carnal e da visão questionável

Há ainda esperanças (creio eu)
Me agarro a elas para que um dia tudo se renove
Para que o vento traga bonanças
Pois é teu este semblante que me comove.

Na realidade, um texto

Dessa vez não apenas Isso
E seu nome
Balbuciarei
Onde as entrelinhas alcançam a verdade
Rangendo a vida por pura vaidade
Ainda que por alguns instantes
Hoje e sempre tudo que não quero é ver você distante.



Apenas um tolo errante (Phoenixwolf)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cronica dos sonhos: portal de morpheu!

Era negra a sociedade que criara, seus irmãos haviam caído e ele mantinha-se firme no pilar do universo.
Ele quem carrega a terra e eu o observo de meu trono, meu mundo de sonhos, minha fortaleza divina, onde nenhum outro poderia adentrar. Irei narrar para vós a triste saga de um de teus iguais que caminhou por minhas terras sem que percebesse, aquele que se perdeu aos prantos pelo mundo, sonhou e nessa realidade quis permanecer.
O nada era branco e era o que ele amava.

INÍCIO DO SONHO:
Ele deitara-se no seio da mãe terra na época em que vossa linhagem ainda se encontrava nos primórdios da alvorada da consciência de tua mortalidade, este era, dentre tantos, o seu maior e mais nefasto medo. Então ele se deitou e sonhou.




... Continua

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Interlúdio sonhatti: Ilusão somente

Vivemos a realidade dura
De crueldade pura
Somos enrijecidos pelos nossos erros
E esquecidos aos berros

Bela é a visão triste do altar antigo
Das velhas verdades
E o termo "contigo"
Acompanha a sentença das saudades

Simples é o ser que clama pela diversão
Pelo gozo do prazer vivente
Pela sua falta de visão
Julga-se feliz quando esta contente

É a terminação da verdade atual
O mundo seco e belo sem igual
De um sorriso em uma face ausente
Percebemos que a vida é ilusão somente

domingo, 22 de janeiro de 2012

ensaio lírico! 1

Cantar não é estar feliz
Morte não é o fim que se diz
Oh! Gralha antiga que canta na imensidão
Traga para nós a verdade até o coração!

Dizer não é estar finalizado
Continuar não é ficar lado a lado
Pois aonde se encontram lágimas profundas
Pode ver tudo aquilo que querem que difundas
Permanece claro e raso
Destrói e constrói por acaso

Simbionte da natureza
Mente corrosiva dos mundos de nobreza
Oh! Montes negros do norte
Tragam a seus filhos a verdade de corte!!!

O Frio queima mais que o pior magma ardente
E no fim é tudo como a velha estrela cadente...
Meteoritos ilusórios de uma verdade consistente
Simples, belo e onisciente!

Evil Angel