Aqueles olhos se fecharam
Pela primeira vez foi rapidamente
Pela segunda ainda não me encararam
E finjo realmente estar contente
Olhando e olhando para o fundo daquele poço
Foi me dito uma vez que meus desejos seriam realizados
E então eu disse "farei o que posso"
Mas meus sonhos foram todos colonizados
Pela dor e pela verdade
Ja que a unica que realmente vence a vaidade
Já que de fato é impossível ser livre
Pois de fato não sabemos aproveitar
Eu já obscureci tudo que tive
já clareei toda uma nova realidade
Mas no fim é tudo questão de sonhar
Mas o fim foi chegando
A esperança definhando
E todas as pessoas se perguntaram
"Será que de fato eles sonharam?"
É complexo intervir neste muro
É complexo querer o impossível
É complexo não pensar no futuro
É complexo se mostrar suscetível
É tudo uma ciranda caleidoscópica
Em que me coloquei a dispor
Para ver uma realidade distópica
Antes de encontrar meu torpor
Me arrependo de muito
Sei até aonde posso ir
Sempre tenho um bom intuito
Meu rosto cansa-se de sugerir
"Assim como toda batalha tem seu desfecho como verdade
A pureza da alma não é movida à iniquidade
O mjundo é tão incerto
Mas ainda é belo e correto"
Por fim me despeço
Então não me esqueço
De um sonho de marfim
Por fim.