terça-feira, 30 de julho de 2013

Sonhos de inverno: Tempo

Gosto de escrever o que não tenho coragem de fazer
Ou até mesmo às vezes de dizer
Dizem que é tão pouco o tempo
Mas se pouco é real o momento
Por que se prender a tantas questões?
Se a vida é relativa por que tantos perdões?
Medos infames de crianças humanas
Simples, simplórias e mundanas
Eu queria dizer...
Eu queria dizer...
Eu queria dizer...
Mas o mundo diz que é cedo pra torcer
Diz que é cedo para assumir
Diz que é cedo para se consumir

Hora somos seres
Hora criatura
Cheios de dizeres
E sem nenhuma candura
Hora absurdos
Hora Covardes
Temos abismos sem fundos
Em nossas verdades

Sim é assim que se cansa
Essa é a canção sem dança
De horas introspectivas
De reações sem reativas
É onde a curva termina seu curso
Onde a vida se pede o totem ao urso
Sem nenhuma glória aqui confesso
"É cedo" então assim despeço

Tempo e reação
Tempo e confissão
Um dia um termo a ligar
Uma hora um freixo a conectar


    Mateus da Silva Sousa

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sem face, sem nome

Sorrio aos ventos ermos da alvorada
Sem nenhuma pretensão de sorrir
Apenas uma distinta região apavorada
E um reflexo de emoções parir

Não nego a distinção e a necessidade de rotular
Não é mesmo a verdade quem irá fazer
Mas você, aquele quem irá nos matar
Apenas pelo prazer de se envaidecer

Assim segue desde a origem
Um sonho sem muita distinção
Um covarde com excesso de coragem
E uma vida que entra em extinção...
Volta a existir
E volta a me corrigir

Somos livres apenas por olharmos para fora
Para dentro e nas diagonais
Somos tudo que engloba essa metafora
Somos apenas pontos cardiais

Tudo se põe com o sol
Nasce com a lua para um insone
Aquele que sempre luta em prol
Da vida, um indivíduo sem face e sem nome
Alguém que não se perfaz por uniforme
Aquele que em vão grita disforme

Adeus anjos tortuosos
Adeus demônios delimitantes
Esses são tempos tempestuosos
O tempo dos humanos, apenas criaturas errantes

Um relato de um observador
Ninguém em especial
apenas um adorador
Da face da vida e do seu potencial.


Endarin!