Figuras são amadas, às vezes superestimadas
Mas a inspeção sempre é a sua danação, pois seres tendem a errar
Aqueles que fraquejam se colocam na elevação
Aqueles que se importam, temem em pedir perdão
Métricas são tão tediosas, mas nos forçam a aprendê-las
E eu aprendi que minha visão de felicidade envolve nos dois e as estrelas
E pra que despentear a própria mente, já que a honra não passa de hipocrisia
São as lágrimas gélidas e salgadas que me queimam, mas também são sua ambrosia
Sucessão de erros e acertos
Coletivos, individualismos, faltas de palavras, sabedoria da verdade
Quedas e olhares incertos
Sei que pedir não fará se apagar, sei que tudo parece feito por maldade
Toma Pierrot estas vestes que lhe guardara
Sorria Arlequim pois foi apenas tua peça que pregara
Havia uma chama que ardia, uma esperança real, uma fé inabalável
Mesmo dentro da criança que sofria, do limo carnal e da visão questionável
Há ainda esperanças (creio eu)
Me agarro a elas para que um dia tudo se renove
Para que o vento traga bonanças
Pois é teu este semblante que me comove.
Na realidade, um texto
Dessa vez não apenas Isso
E seu nome
Balbuciarei
Onde as entrelinhas alcançam a verdade
Rangendo a vida por pura vaidade
Ainda que por alguns instantes
Hoje e sempre tudo que não quero é ver você distante.
Apenas um tolo errante (Phoenixwolf)