segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Acordando em sonhos

Há sempre um momento que a poesia se torna um desabafo, então um texto não poético se faz necessário. Pois realmente algumas vezes sonhamos (sonho) mais do que vivemos (vivo) e realmente não sei se existe algum grande problema nisso, sim existe eu sei disso, apenas não sei a proporção exata.
Eu vivi tantos anos da minha vida alimentando ilusões e falsas visões de o que é sentimento, o que é emoção, o que é amizade, o que é relacionamento, tantos "o que é" e quase nenhum "eu sei como lidar". Venho há algum tempo trabalhando para lidar com essas coisas e não apenas questionar o que elas são, pois aprendi que não há mesmo como questionar a origem, sério! A razão não explica certas coisas, apenas as torna menos claras.
Bom! uma amiga hoje me disse algumas coisas que em sua essência eu concordo, serviu pra reviver algum conhecimento latente, ou criar alguma faculdade mental nova. Isso não importa a questão é que eu acordei para algo em relação ao emocional.
Me fascino tanto com essa parte do cérebro humano, acho que por eu conhecer tão pouco de meus sentimentos e me entediar tanto com a facilidade e simplicidade que o "mundo racional" funciona. Mas bem, achei que fosse pertinente quebrar apenas um pouco a ideia do blog e escrever um texto não poético nele.
Sinto-me como uma pessoa que acaba de sair de uma caverna, estava meio ofuscado agora a pouco, mas estou começando a me acostumar com a luz do dia!
Obrigado a quem ler, por agora me despeço.

Mateus da Silva Sousa

sábado, 10 de agosto de 2013

Dizem...

Dizem que me perdi há um tempo atrás
Que não era nada além de uma sombra mordás
Dizem que me encontrei, ou voltei a ser eu
Mas acho que apenas uma pessoa realmente me entendeu
Tanto que criou aversão a tudo que fui ao me ver confuso
E então me tornei apenas mais um intruzo

Dizem que devo parar de sonhar
Dizem que demoro demais para caminhar
Mas minhas esperanças nunca morrem
Mesmo quando eu digo o contrário
Por dentro existem engrenagens que ainda se movem
Mesmo eu sendo por tanto tempo tão "binário"

Foi uma pena ver este castelo desmoronando
Ver todo o meu mundo acabando
Dizem que é nessas horas que se reerguem as paredes
Mas aprendi que é o contrário
São nessas quedas sem redes
Que aprendemos entendemos o quanto somos doutrinários

Sei nunca irei admitir em voz alta
Mas quando enlouqueci foi por sua falta
...

Dizem que sonho demais
Dizem que fiquei para trás
Mas ainda assim a emoção vence a razão
Não me obriguem a esquecer o perdão...

Dizem muita coisa de forma errada
Eu acabo não dizendo nada
Acabo por não ouvir também
Acabo por não respeitar ninguém

Dizem muito, mas acho que ninguém presta atenção
Ninguém realmente olha para o próprio tendão!
Sorrisos antigos e uma doce nostalgia
... Pois sim, ainda sinto simpatia.

Adeus ao desabafo torto
De meus olhos frios, mas felizes
Cansamos de chorar pelos mortos
Pois é tudo que eles dizem em diretrizes...


Por:...

terça-feira, 30 de julho de 2013

Sonhos de inverno: Tempo

Gosto de escrever o que não tenho coragem de fazer
Ou até mesmo às vezes de dizer
Dizem que é tão pouco o tempo
Mas se pouco é real o momento
Por que se prender a tantas questões?
Se a vida é relativa por que tantos perdões?
Medos infames de crianças humanas
Simples, simplórias e mundanas
Eu queria dizer...
Eu queria dizer...
Eu queria dizer...
Mas o mundo diz que é cedo pra torcer
Diz que é cedo para assumir
Diz que é cedo para se consumir

Hora somos seres
Hora criatura
Cheios de dizeres
E sem nenhuma candura
Hora absurdos
Hora Covardes
Temos abismos sem fundos
Em nossas verdades

Sim é assim que se cansa
Essa é a canção sem dança
De horas introspectivas
De reações sem reativas
É onde a curva termina seu curso
Onde a vida se pede o totem ao urso
Sem nenhuma glória aqui confesso
"É cedo" então assim despeço

Tempo e reação
Tempo e confissão
Um dia um termo a ligar
Uma hora um freixo a conectar


    Mateus da Silva Sousa

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sem face, sem nome

Sorrio aos ventos ermos da alvorada
Sem nenhuma pretensão de sorrir
Apenas uma distinta região apavorada
E um reflexo de emoções parir

Não nego a distinção e a necessidade de rotular
Não é mesmo a verdade quem irá fazer
Mas você, aquele quem irá nos matar
Apenas pelo prazer de se envaidecer

Assim segue desde a origem
Um sonho sem muita distinção
Um covarde com excesso de coragem
E uma vida que entra em extinção...
Volta a existir
E volta a me corrigir

Somos livres apenas por olharmos para fora
Para dentro e nas diagonais
Somos tudo que engloba essa metafora
Somos apenas pontos cardiais

Tudo se põe com o sol
Nasce com a lua para um insone
Aquele que sempre luta em prol
Da vida, um indivíduo sem face e sem nome
Alguém que não se perfaz por uniforme
Aquele que em vão grita disforme

Adeus anjos tortuosos
Adeus demônios delimitantes
Esses são tempos tempestuosos
O tempo dos humanos, apenas criaturas errantes

Um relato de um observador
Ninguém em especial
apenas um adorador
Da face da vida e do seu potencial.


Endarin!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Pela vida, por você.. Por mim

Este não é o momento que eu grito ao fim
No desconexo passo da glória de Arlequim
Não sei sonhar com injúrias e intempéries
Mas experimentos cósmicos têm sido em série

Já construí e já destruí
Já conquistei e já perdi
Me falta a glória
E Uma conclusão de uma história.

Não são versos automáticos
Tampouco sonetos performaticos
São o relato de um coração corroído
Que lutar de ter de volta o tempo perdido
Claro que importa se chegar ao fim
Mas ainda penso em história para você e para mim

Um brinde à vida
Uma escolha sofrida
Sem júbilo
Sem orgulho
Importante é o fim destas reticências atuais.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sonho: Solidão


Entre uma existência e existir
Há uma diferença
Há um punir
Há uma crença

Entre os panos destes rolos
O mundo se esconde se corrói
As vezes, mas apenas às vezes
Nos vestimos para tolos
Seguimos para onde dói
Esperamos ilusões por meses

Às vezes o silêncio é uma resposta
Às vezes um grito desesperado
Às vezes o cansaço nos faz não ser entendidos
Por queremos apenas descansar as costas
Sorrindo e balbuciando algum ditado
De palavras conscientemente sem sentido

Às vezes...
É fácil
Às vezes...
Não...
Às...
De...
Sis...
Tir
...
Em vão

sábado, 10 de novembro de 2012

Sussurro subjetivo

Aqueles olhos se fecharam
Pela primeira vez foi rapidamente
Pela segunda ainda não me encararam
E finjo realmente estar contente
Olhando e olhando para o fundo daquele poço
Foi me dito uma vez que meus desejos seriam realizados
E então eu disse "farei o que posso"
Mas meus sonhos foram todos colonizados
Pela dor e pela verdade
Ja que a unica que realmente vence a vaidade

Já que de fato é impossível ser livre
Pois de fato não sabemos aproveitar
Eu já obscureci tudo que tive
já clareei toda uma nova realidade
Mas no fim é tudo questão de sonhar

Mas o fim foi chegando
A esperança definhando
E todas as pessoas se perguntaram
"Será que de fato eles sonharam?"

É complexo intervir neste muro
É complexo querer o impossível
É complexo não pensar no futuro
É complexo se mostrar suscetível

É tudo uma ciranda caleidoscópica
Em que me coloquei a dispor
Para ver uma realidade distópica
Antes de encontrar meu torpor

Me arrependo de muito
Sei até aonde posso ir
Sempre tenho um bom intuito
Meu rosto cansa-se de sugerir

"Assim como toda batalha tem seu desfecho como verdade
A pureza da alma não é movida à iniquidade
O mjundo é tão incerto
Mas ainda é belo e correto"

Por fim me despeço
Então não me esqueço
De um sonho de marfim
Por fim.