quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sem face, sem nome

Sorrio aos ventos ermos da alvorada
Sem nenhuma pretensão de sorrir
Apenas uma distinta região apavorada
E um reflexo de emoções parir

Não nego a distinção e a necessidade de rotular
Não é mesmo a verdade quem irá fazer
Mas você, aquele quem irá nos matar
Apenas pelo prazer de se envaidecer

Assim segue desde a origem
Um sonho sem muita distinção
Um covarde com excesso de coragem
E uma vida que entra em extinção...
Volta a existir
E volta a me corrigir

Somos livres apenas por olharmos para fora
Para dentro e nas diagonais
Somos tudo que engloba essa metafora
Somos apenas pontos cardiais

Tudo se põe com o sol
Nasce com a lua para um insone
Aquele que sempre luta em prol
Da vida, um indivíduo sem face e sem nome
Alguém que não se perfaz por uniforme
Aquele que em vão grita disforme

Adeus anjos tortuosos
Adeus demônios delimitantes
Esses são tempos tempestuosos
O tempo dos humanos, apenas criaturas errantes

Um relato de um observador
Ninguém em especial
apenas um adorador
Da face da vida e do seu potencial.


Endarin!

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